terça-feira, 28 de abril de 2026

Abril Verde: saúde física e saúde mental são indissociáveis no ambiente de trabalho

 





“Trabalho mais saudável e seguro para todos” é o slogan de 2026 da campanha Abril Verde da Justiça do Trabalho. A iniciativa destaca duas datas importantes no mês de abril: o Dia Mundial da Saúde, comemorado dia 7 de abril , e o Dia Nacional em Memória das Vítimas de Acidentes e Doenças do Trabalho (em 28/4). 

 

Sete maracanãs lotados. 

546 mil pessoas lotam sete estádios do porte do Maracanã. Esse número revela uma realidade alarmante: segundo dados do Ministério da Previdência Social (MPS), em 2025, problemas de saúde mental levaram essa quantidade de pessoas a se afastar do trabalho. 

O cenário estabelece um novo recorde, com um crescimento de 15% em relação ao ano anterior, em que a ansiedade gerou 166 mil afastamentos e a depressão afastou do trabalho 126 mil pessoas.

 Com relação à saúde física, dados do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) mostram mais de 1,6 mil mortes por acidentes de trabalho somente no primeiro semestre de 2025. De 2012 a 2024, foram registrados 8,8 milhões de acidentes e 32 mil mortes de pessoas com carteira assinada. A informação é do  Observatório de Segurança e Saúde no Trabalho da Iniciativa SmartLab de Trabalho Decente, coordenada pelo Ministério Público do Trabalho (MPT) e pelo Escritório da Organização Internacional do Trabalho (OIT) para o Brasil.

Mais do que estatísticas, os dados comprovam que as pessoas estão cada vez mais adoecidas mentalmente e que as empresas precisam investir, de forma constante, na prevenção e na promoção de condições adequadas de trabalho.

 

Saúde mental e física são indissociáveis. 

Segundo o juiz Cláudio Freitas, do Tribunal Regional do Trabalho da 1ª Região (RJ), coordenador nacional do Programa Trabalho Seguro da Justiça do Trabalho, há uma crise estrutural no meio ambiente do trabalho. “O adoecimento ocupacional assumiu proporções epidêmicas, e a realidade nos obriga a abandonar a visão fragmentada da saúde do trabalhador, pois saúde física e mental são absolutamente indissociáveis”, afirma.

Para o magistrado, o programa atua como um catalisador de uma mudança cultural necessária e urgente. “Nossa contribuição se dá, primeiramente, pela desmistificação de que a prevenção é um custo. Ela é um investimento básico para a sustentabilidade de qualquer atividade econômica.”  

Segundo Freitas, o objetivo do programa é garantir o cumprimento das normas de segurança e medicina do trabalho, fomentar a segurança psicológica nas organizações e combater o assédio moral. “É preciso repensar o volume de exigências e garantir o direito à desconexão, para que o local de trabalho seja um espaço de desenvolvimento e cidadania e jamais de adoecimento ou de perda da vida”, afirma.

 

Riscos invisíveis 

No mundo do trabalho do século XXI, saúde e segurança envolvem riscos invisíveis, como o estresse, o assédio, a hiperconexão e outros fatores que afetam a saúde e o bem-estar de trabalhadoras e trabalhadores. Ansiedade e depressão são causas cada vez mais frequentes de afastamento, impactando diretamente a produtividade, as relações sociais e a qualidade de vida. 

De acordo com a psicóloga Denise Milk, especialista em saúde mental corporativa, esse cenário se agrava quando a produtividade passa a ser tratada como valor absoluto, e o ser humano é reduzido à sua capacidade de entrega.

Segundo ela, o sofrimento psíquico ainda é fortemente estigmatizado e continua sendo visto como fraqueza, despreparo e até falta de vontade. “Isso acontece tanto na sociedade quanto dentro das empresas. Ainda existe uma cultura que valoriza quem ‘aguenta tudo’, quem não demonstra vulnerabilidade e segue produzindo mesmo às custas da própria saúde.”

Para a especialista, é necessário adotar uma abordagem mais  ampla, que integre corpo e mente, com prevenção e acolhimento. “O problema também está nas organizações, que muitas vezes tratam a temática apenas como discurso institucional, sem revisão real das práticas de gestão”, observa.

 

Integridade biopsicossocial e mudança cultural

A prevenção de acidentes é essencial para proteger a integridade biopsicossocial de quem trabalha, reduzindo os riscos e contribuindo para preservar o equilíbrio psíquico. “Ambientes que priorizam a segurança e a organização do trabalho favorecem a sensação de proteção, reconhecimento e valorização profissional, com impacto positivo no bem-estar mental”, afirma Danielle Cristina Fragas Borba Almeida, médica do trabalho do Serviço Social do Comércio (SESC/DF).

Em agosto de 2024, a Norma Regulamentadora (NR) 1 do Ministério do Trabalho e Emprego passou a reconhecer os riscos psicossociais como riscos ocupacionais. Segundo Danielle, trata-se de um avanço relevante na gestão de saúde ocupacional. “A medida reforça a necessidade de uma abordagem integrada, preventiva e multidisciplinar. A prevenção desses riscos exige uma mudança cultural organizacional, com enfoque proativo, e não apenas reativo, ao adoecimento já instalado.”

 

Adoecimento não é individual. 

Jorge Machado, professor da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e integrante do Fórum Sindical em Saúde, Trabalho e Direitos Humanos, aponta que os riscos psicossociais se manifestam em diferentes setores. Na área de saúde, situações de assédio e falta de profissionais aumentam a sobrecarga emocional. No sistema bancário, metas abusivas geram um aumento expressivo nos casos de burnout. Já trabalhadores de limpeza urbana, submetidos a longos deslocamentos, baixa remuneração e condições insalubres de trabalho, estão mais sujeitos ao esgotamento e a doenças laborais.

De acordo com Jorge Machado, o adoecimento não é individual, mas resultado direto das condições de trabalho e de vida. Enfrentar esse cenário exige mudanças estruturais. “Isso envolve ações como valorização salarial, equipes adequadas, melhoria das condições materiais e ambientes de trabalho mais humanos”, assinala. “Não existe ambiente saudável sem respeito, e, no Brasil, isso passa necessariamente pelo enfrentamento das desigualdades de gênero, raça e território.”

 

Justiça do Trabalho

Em 2025, mais de 540 mil ações trabalhistas foram ajuizadas com temas relacionados às condições de segurança e saúde em ambientes de trabalho. 

Confira:

  •      Doença ocupacional: 196.424;
  •       Acidentes de trabalho: 170.152;
  •       Assédio moral: 142.387;
  •       Condições degradantes: 17.906;
  •      Assédio sexual: 12.778;
  •      Limitação de uso de banheiro: 4.362.


Durante o mês de abril, a sede do Tribunal Superior do Trabalho (TST) e do Conselho Superior da Justiça do Trabalho (CSJT), em Brasília, será iluminada na cor verde. Mais do que conscientizar para a prevenção de acidentes, a data amplia o debate sobre a necessidade de tratar a saúde de quem trabalha de forma integral.

O Programa Trabalho Seguro, em colaboração com diversas instituições públicas e privadas, é uma iniciativa conjunta do TST e do CSJT. Seu foco está na formulação e na implementação de projetos e ações em todo o país, visando à prevenção de acidentes de trabalho e ao fortalecimento da Política Nacional de Segurança e Saúde no Trabalho.

 

(Andréa Magalhães/CF)

Fonte: Tribunal Superior do Trabalho.



Zeli Rodrigues / Assistente Social

Núcleo de Saúde e Programas Assistenciais

Tribunal Regional do Trabalho 24ª Região 

Contato: 67 3316-1705 / 3316-1806





quinta-feira, 5 de março de 2026

Conheça três importantes campanhas de conscientização que marcam o mês de março

 




 

Nesse mês de março, as cores amareloazul-marinho e lilás ganham destaque no calendário de saúde, representando importantes campanhas de prevenção de doenças que afetam milhares de pessoas em todo o mundo: a endometriose, o câncer colorretal e o câncer de colo do útero.

 

O Núcleo de Saúde e Programas Assistenciais,  apoia e participa ativamente das campanhas de conscientização sobre a importância da prevenção de doenças. Confira as informações que preparamos para este mês:

 


Março Lilás – Prevenção do câncer de colo do útero

Também conhecido como câncer cervical, o câncer de colo do útero é causado pela infecção persistente do vírus do HPV, o Papilomavírus Humano.  O HPV é a infecção sexualmente transmissível mais comum, sendo na maioria das pessoas infectadas assintomática, mas quando desperta sintomas, pode provocar o surgimento de verrugas genitais e coceira.

 

Principais sintomas:

  • Dor abdominal associada a problemas intestinais e urinários;
  • Sangramento vaginal;
  • Sangramento após relação sexual;
  • Secreções vaginais anormais;
  • Menstruação irregular;
  • Fadiga;
  • Perda de peso sem motivo aparente;
  • Náuseas.

 

Tratamento:

Entre os tratamentos mais comuns para o câncer do colo do útero estão a cirurgia e a radioterapia. O tipo de tratamento dependerá do estágio da doença, do tamanho do tumor e de fatores pessoais, como idade e desejo de preservação da fertilidade.

 

Como prevenir:

A principal forma de prevenir o câncer de colo do útero é através do exame preventivo Papanicolau, que permite a coleta de células do colo do útero e que mostram se há alguma infecção ou variação nesses tecidos. O exame é simples e dura poucos minutos. Deve ser feito por todas as mulheres com idade com 25 anos que possuem vida sexual ativa, em intervalos de três anos.

 

Quando a mulher possui fatores de risco para a doença, pode ser solicitado uma frequência menor entre um exame e outro. Esse exame ajuda a identificar a infecção por HPV e outras possíveis complicações que possam levar ao desenvolvimento do câncer de colo do útero.

 

Além dos exames, a mulher também pode se prevenir recebendo a vacina contra o vírus HPV. No entanto, é importante reforçar que a vacina não dispensa a necessidade dos exames, pois não protege a mulher de todos os tipos de vírus do HPV. O uso de preservativos também deve ser uma medida preventiva contra esse tipo de vírus, prevenindo também outras doenças sexualmente transmissíveis.

 

Março Amarelo – Detecção precoce da endometriose

Endometriose é uma modificação no funcionamento normal do organismo em que as células do tecido que reveste o útero (endométrio), em vez de serem expulsas durante a menstruação, movimentam-se no sentido oposto e caem nos ovários ou na cavidade abdominal, onde voltam a se multiplicar e a sangrar. As causas da doença ainda não estão bem estabelecidas.


Principais sintomas:

  • Dor em forma de cólica durante o período menstrual que pode incapacitar as mulheres de exercerem suas atividades habituais;
  • Dor durante as relações sexuais;
  • Dor e sangramento ao urinar e evacuar, especialmente durante a menstruação;
  • Fadiga;
  • Diarreia;
  • Dificuldade de engravidar. A infertilidade está presente em cerca de 40% das mulheres com endometriose.

 

Tratamento:

 A endometriose é uma doença crônica que regride espontaneamente com a menopausa, em razão da queda na produção dos hormônios femininos e fim das menstruações. Mulheres mais jovens podem utilizar medicamentos que suspendem a menstruação; lesões maiores de endometriose, em geral, devem ser retiradas cirurgicamente. Quando a mulher já teve os filhos que desejava, a remoção dos ovários e do útero pode ser uma alternativa de tratamento.

 

Como prevenir:

Como a endometriose é de difícil diagnóstico, vale reforçar a importância das consultas regulares ao ginecologista como forma de detecção precoce da doença.

 

Março Azul-marinho – Prevenção do câncer colorretal

O câncer colorretal é uma das principais causas de morte por câncer em todo o mundo, mas pode ser prevenido com medidas simples, como a realização de exames de rastreamento regulares. A conscientização sobre os fatores de risco, os sintomas e a importância da detecção precoce do câncer colorretal é fundamental para salvar vidas e promover a saúde intestinal.


Principais sintomas:

Os sinais e sintomas mais comuns de câncer colorretal são:

  • Presença de sangue nas fezes;
  • Dor e cólica abdominal frequente com mais de 30 dias de duração;
  •  Alteração no ritmo intestinal de início recente – quando um indivíduo que tinha o funcionamento intestinal normal passa a ter diarreia ou constipação;
  • Emagrecimento rápido e não intencional;
  • Anemia;
  • Cansaço e fraqueza;
  • Sensação de evacuação incompleta.

Tratamento:

Existem várias maneiras de tratar o câncer colorretal. O tratamento pode ser feito com cirurgia, radioterapia, quimioterapia, imunoterapia, entre outros, a depender do tipo e do estágio da doença.

 

Como prevenir:

Existem algumas medidas que você pode tomar para evitar o surgimento de câncer colorretal:

  • Pratique exercícios físicos: A prática regular de atividade física melhora o corpo como um todo, proporcionando uma melhora significativa da imunidade. A atividade física ajuda a regular os movimentos intestinais, o que previne o câncer. O recomendável para adultos e idosos é realizar pelo menos 150 minutos de exercícios na semana;
  • Mantenha o peso adequado: O peso saudável é importante para manter a saúde em dia: reduz o risco de diabetes, previne doenças cardiovasculares e aumenta a disposição, entre outros benefícios.
  • Evite carnes processadas, como salsicha, linguiça, bacon, presunto, salame, mortadela e peito de peru. Desde 2018, a carne processada está na lista da Organização Mundial da Saúde (OMS) dos alimentos considerados cancerígenos.
  • Tenha uma alimentação saudável. A alimentação saudável inclui a ingestão de alimentos in natura e minimamente processados, como frutas, legumes, cereais integrais, leguminosas, grãos e sementes. Isso garante um padrão de alimentação rico em fibras, que, além de promover o bom funcionamento do intestino, ainda ajuda no controle de peso corporal.
  • Beba pelo menos dois litros (seis a oito copos) de água por dia: A água é o elemento que constitui todas as nossas células. Ela ajuda o sangue a transportar os nutrientes e exerce várias outras funções, garantindo o funcionamento de todo o corpo.
  • Não fume. O cigarro possui mais de 400 substâncias cancerígenas e seu uso está associado a diversos tipos de câncer, entre eles o câncer colorretal



Fontes:

Biblioteca Virtual do Ministério da Saúde

Organização Pan-americana de Saúde (OPAS)

Hospital Albert Einstein




Zeli Rodrigues - Assistente Social

Núcleo de Saúde e Programas Assistenciais

Tribunal Regional do Trabalho 24ª Região 

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2026

A campanha fevereiro roxo e laranja reforça ações para os cuidados e Prevenção de doenças crônicas

 




A informação é o mecanismo mais eficaz para conscientizar a população sobre a importância da prevenção para promover a saúde, o bem-estar e a qualidade de vida das pessoas.

Neste mês, a atenção se volta para a campanha Fevereiro Roxo e Laranja, que tem por objetivo conscientizar a população sobre quatro doenças: lúpus, fibromialgia, mal de Alzheimer (cor roxa) e leucemia (cor laranja).

 

Roxo: Lúpus, Fibromialgia e Alzheimer

A campanha “Fevereiro Roxo” foi escolhida para alertar a tríade: do Lúpus, da Fibromialgia e do Mal de Alzheimer. São duas doenças autoimunes e uma degenerativa de grande relevância, principalmente por serem ‘doenças silenciosas’ e de progressão gradual.

O lúpus é uma doença autoimune que faz com que as células de defesa ataquem as células saudáveis do corpo, o que pode provocar inflamação em várias partes do corpo, especialmente articulações, pele, rins, medula óssea, coração, pulmões, olhos e cérebro

Os sintomas mais comuns são: manchas avermelhadas na pele, queda de cabelo, perda de peso, fraqueza, febre, dores nas articulações, convulsões e anemia. O lúpus não tem cura, mas existe tratamento de qualidade para controlar a evolução e os sintomas da doença.

Pessoas com lúpus devem manter um estilo de vida saudável, evitar a exposição ao sol e realizar exames preventivos.

 

Fibromialgia: A fibromialgia é uma condição neurológica crônica que causa dor generalizada em todo o corpo, além de aumentar a sensibilidade à dor.

Uma vez que o desconforto causado pela doença se mantém por vários meses e, até anos, pessoas que sofrem com fibromialgia também têm maior tendência para apresentar cansaço excessivo, problemas de sono e transtornos psicológicos, podendo evoluir para incapacidade física.

No Brasil, a Sociedade Brasileira de Reumatologia (SBR) calcula que a fibromialgia afeta cerca de 3% da população. De cada 10 pacientes com fibromialgia, sete a nove são mulheres.

Os sintomas mais comuns são cansaço excessivo, alterações no sono, ansiedade e depressão. É comum a doença surgir após o sofrimento de um trauma físico, psicológico ou mesmo uma infecção. A prevenção é feita com a adoção de hábitos saudáveis, como prática de exercícios físicos, alimentação equilibrada e acompanhamento psicológico.


 Mal de Alzheimer

O mal de Alzheimer é uma doença que provoca uma degeneração do cérebro, causando demência, caracterizada por dificuldade de aprendizado e de lembrar informações recentes, desorientação, problemas para nomear objetos e entender comandos. Com o passar do tempo, ela também interfere no comportamento e personalidade da pessoa, causando consequências como a perda de memória e a perda das habilidades intelectuais e sociais.

 

 Laranja: Leucemia

A campanha “fevereiro Laranja” visa conscientizar a população sobre a importância para os sintomas da Leucemia, um tipo de câncer maligno que atinge a medula óssea.

 O Instituto Nacional de Câncer (INCA) afirma que a detecção precoce é uma estratégia para encontrar um tumor em fase inicial e possibilitar maior chance de tratamento. O diagnóstico possibilita melhores resultados e deve ser buscado com a investigação de sinais e sintomas, como:

 

  • palidez, cansaço e febre
  •   aumento de gânglios
  •   infecções persistentes ou recorrentes
  •  hematomas e sangramentos inexplicados, e,
  •  aumento do baço e do fígado

Diante da suspeita da doença, o paciente deverá realizar exames de sangue e procurar um hematologista para avaliação médica específica. A estimativa do INCA (2020) é de mais de 10 mil novos casos, sendo 5.920 homens e 4.890 mulheres.

A leucemia é um tipo de câncer que afeta as células brancas do sangue, também conhecidas como leucócitos, que são as células de defesa do organismo. É considerada grave e pode ocorrer em todas as idades. Os sintomas incluem anemia, palpitação, falta de ar e dor de cabeça, entre outros já citados. O diagnóstico precoce é realizado com exames de sangue, principalmente o hemograma. A confirmação do resultado é feita por meio do exame da medula óssea (mielograma). Em alguns casos, é necessário fazer biópsia da medula óssea.

A campanha também reforça a importância da doação de medula óssea. O fato é que a compatibilidade entre doadores e pacientes é restrita e, por isso, as doações são fundamentais para salvar vidas.

 

Fontes:

Tua Saúde ; Biblioteca Virtual em Saúde do Ministério da Saúde

Ipcep – Pesquisa em saúde ; Sociedade Brasileira de Reumatologia

INCA

 

Os exames periódicos são ferramentas essenciais para a promoção da saúde e o diagnóstico precoce de doenças que, muitas vezes, evoluem de forma silenciosa. Conforme orientamos sempre em nosso material educativo, disponibilizado mensalmente em nosso o Blog Vida e Saúde do TRT, o acompanhamento regular permite identificar alterações ainda em fases iniciais, aumentando as chances de tratamento eficaz e de melhor qualidade de vida.

No mês de fevereiro, dedicado às campanhas de conscientização sobre o Lúpus, a Fibromialgia, o Alzheimer e a Leucemia, reforça-se a importância da informação e do cuidado contínuo com a saúde. A prevenção começa com o conhecimento e com a adoção de hábitos responsáveis, entre eles a realização periódica de exames.

 

Zeli Rodrigues / Assistente Social

Núcleo de Saúde e Programas Assistenciais

Tribunal Regional do Trabalho 24ª região

“Prevenção começa com conhecimento.”

quinta-feira, 15 de janeiro de 2026

Janeiro: Mês Dedicado à Saúde Mental e ao Combate à Hanseníase

 



Janeiro é um mês dedicado à conscientização de temas cruciais para a saúde global, abraçando tanto a campanha "Janeiro Branco" quanto a "Janeiro Roxo". Ambas buscam conscientizar sobre aspectos muitas vezes negligenciados, promovendo diálogos importantes sobre saúde mental, física e emocional.


A hanseníase, também conhecida como lepra, é uma doença infecciosa que afeta principalmente a pele, nervos periféricos, mucosas do trato respiratório superior e olhos. A campanha destaca a importância de compreender a natureza da doença, desmistificando concepções equivocadas que levam ao isolamento social de pacientes.


A falta de informação e a crença em mitos contribuem para o preconceito e a campanha deste mês busca quebrar essas barreiras, promovendo uma visão mais esclarecida e fazer um alerta para os principais sinais e sintomas da doença.


A detecção precoce da hanseníase é crucial para o tratamento eficaz, por isso é necessário procurar assistência médica ao notar alterações na pele, dormência ou outros sintomas neurológicos.


Os principais sintomas são inchaço ou surgimento de “caroços” no rosto, orelhas, cotovelos e mãos; entupimento nasal constante, que pode ser associado a sangramento e feridas; redução ou ausência de sensibilidade ao frio, calor, dor e tato; além de manchas em qualquer parte de corpo, as quais podem ser pálidas, esbranquiçadas, amarronzadas ou avermelhadas. Há também relato de partes do corpo adormecidas. Deformidades, especialmente em mãos, pés, nariz e orelhas podem ocorrer, e, em casos mais avançados, perda dos ossos em extremidades.


Atualmente com avanços na área da saúde e conhecimento sobre a doença alcançamos significativos progressos no tratamento que é oferecido pelo SUS nas unidades de saúde especializadas. 
A hanseníase está na lista da Organização Mundial da Saúde como doença negligenciada e coloca o Brasil em segundo lugar em números absolutos de casos da doença em todo o Planeta. 

 

Em Mato Grosso do Sul o Hospital São Julião é uma referência no tratamento da doença que tem cura. Há mais de 80 anos o hospital desenvolve métodos de diagnóstico e acompanhamento, com distribuição de medicamentos no tratamento da doença e envolve profissionais de diferentes áreas. Além de médicos e enfermeiros, o Hospital São Julião disponibiliza fisioterapeutas, nutricionistas e técnicos em enfermagens que com a experiência desenvolvida durante anos de tratamento elaboraram protocolos que são considerados eficientes na cura dos pacientes.



Janeiro Branco: Mês da Saúde Mental e Bem-Estar


A campanha de janeiro Branco destaca a importância da saúde mental, convidando as pessoas a refletirem sobre suas emoções, buscar apoio e eliminar estigmas. Em meio a rotina, esse é um assunto que as vezes é deixado de lado, a campanha promove a compreensão de que cuidar da mente é tão vital quanto cuidar do corpo.


Um dos passos fundamentais para melhorar a saúde mental é promover o diálogo aberto. Encorajar conversas sobre sentimentos, ansiedades e experiências emocionais contribui para a criação de uma rede de apoio. A escuta ativa, sem julgamentos, é uma ferramenta poderosa para fortalecer os laços sociais e emocionais.

Além do autoconhecimento e práticas de autocuidado com pausas na rotina, como ter hobbies que tragam alegria, momentos de lazer, fazer atividades físicas regularmente, dormir bem, ter uma alimentação saudável e manter boas relações com família e amigos.


Para a Agir, saúde mental é um assunto muito importante e desenvolvemos mensalmente campanhas que auxiliam nessa questão em nossas unidades. Além do programa de saúde mental, o Dialoga Mais, que busca oferecer qualidade de vida e bem-estar aos profissionais da Agir e suas unidades de negócio, promovendo um espaço de escuta qualificada e terapêutica exclusiva e gratuita aos profissionais da instituição.

 

Para o público geral, pode-se buscar ajuda através de UPAs 24h; SAMU (192); pronto-socorro; hospitais; CAPS e unidades básicas de saúde.

 

Você também pode obter apoio através do Centro de Valorização da Vida (CVV) com ligação gratuita pelo 188. 



Fonte: Ministério da Saúde



UNIMED Campo Grande: Programa Viver Bem
 (67) 99812-0165

Horário de atendimento: Segunda a sexta das 7h às 20h. Aos sábados das 8h às 12h.


Hospital São Julião - 3358-1520


Rede de Apoio Psicossocial em Campo Grande MS

 

ü  CAPS III Margarida – Rua Itambé, 2939 – Bairro Vila Rica 

ü  CAPS III Vila Almeida – Rua Marechal Hermes, 854 – Bairro Vila Almeida 

ü  CAPS AD III – Avenida Manoel da Costa Lima, 3272 – Bairro Guanandi 

ü  CAPS III Afrodite Doris Contis – Rua São Paulo, 70 – Bairro São Francisco 

ü  CAPS III Aero Rancho – Avenida Manoel da Costa Lima, 3272 – Bairro Guanandi 

ü  CAPS AD IV – Rua Theotônio Rosa Pires, 19 – Bairro Jardim São Bento 

ü  CAPS III Infanto-Juvenil – Rua São Paulo, 70 – Bairro São Francisco

 

 

 

Zeli Rodrigues/ Assistente Social

Núcleo de Saúde e Programas Assistenciais

Tribunal Regional do Trabalho 24ª região

3316-1705/ 99654-2852

 


terça-feira, 9 de dezembro de 2025

Campanhas “Dezembro Vermelho e Laranja” focam no combate à Aids e ao câncer de pele

 






O mês de dezembro é marcado por duas cores, o vermelho e o laranja, que representam campanhas de conscientização sobre a saúde.


Dezembro Vermelho

Uma campanha do Ministério da Saúde que busca conscientizar sobre o HIV, a Aids e outras infecções sexualmente transmissíveis (ISTs). A campanha destaca a importância do diagnóstico precoce e aborda aspectos sociais relacionados à saúde.

Campanha Nacional de Prevenção ao HIV/Aids e Outras Infecções Sexualmente Transmissíveis, instituída pela Lei nº 13.504/2017, marca uma grande mobilização nacional na luta contra o vírus HIV, a Aids e outras IST (infecções sexualmente transmissíveis), chamando a atenção para a prevenção, a assistência e a proteção dos direitos das pessoas infectadas com o HIV.


A campanha é constituída por um conjunto de atividades e mobilizações relacionadas ao enfrentamento ao HIV/Aids e às demais IST, em consonância com os princípios do Sistema Único de Saúde, de modo integrado em toda a administração pública, com entidades da sociedade civil organizada e organismos internacionais.


A campanha deve promover:

– Iluminação de prédios públicos com luzes de cor vermelha;

– promoção de palestras e atividades educativas;
– veiculação de campanhas de mídia;
– realização de eventos.

Aids

Aids é a doença causada pela infecção do Vírus da Imunodeficiência Humana (da sigla em inglês HIV). Esse vírus, do tipo retrovírus, ataca o sistema imunológico, que é o responsável por defender o organismo de doenças. As células mais atingidas são os linfócitos T CD4+. O vírus é capaz de alterar o DNA dessa célula e fazer cópias de si mesmo. Depois de se multiplicar, rompe os linfócitos em busca de outros para continuar a infecção.


Transmissão:

Os pacientes soropositivos, que têm ou não Aids, podem transmitir o vírus a outras pessoas pelas relações sexuais desprotegidas, pelo compartilhamento de seringas contaminadas ou de mãe para filho durante a gravidez e a amamentação, quando não tomam as devidas medidas de prevenção. Por isso, é sempre importante fazer o teste e se proteger em todas as situações.


Tratamento:

Todas as pessoas diagnosticadas com HIV têm direito a iniciar o tratamento com os medicamentos antirretrovirais, imediatamente, e, assim, poupar o seu sistema imunológico. Esses medicamentos (coquetel) impedem que o vírus se replique dentro das células T CD4+ e evitam, assim, que a imunidade caia e que a Aids apareça.

Infecções Sexualmente Transmissíveis:

As Infecções Sexualmente Transmissíveis são causadas por vírus, bactérias ou outros microrganismos. São transmitidas, principalmente, por meio do contato sexual (oral, vaginal, anal) sem o uso de preservativo masculino ou feminino, com uma pessoa que esteja infectada.

De maneira menos comum, as IST também podem ser transmitidas por meio não sexual, pelo contato de mucosas ou pele não íntegra com secreções corporais contaminadas.

 A transmissão de uma IST pode acontecer, ainda, da mãe para a criança durante a gestação, o parto ou a amamentação. O tratamento das pessoas com IST melhora a qualidade de vida e interrompe a cadeia de transmissão dessas infecções. O atendimento e o tratamento das IST e do HIV/Aids são gratuitos nos serviços de saúde do SUS.

O termo Infecções Sexualmente Transmissíveis (IST) passou a ser adotado em substituição à expressão Doenças Sexualmente Transmissíveis (DST), porque destaca a possibilidade de uma pessoa ter e transmitir uma infecção, mesmo sem sinais e sintomas.


Principais IST:

– Herpes genital;

– Cancro mole (cancroide);
– HPV;
– Doença Inflamatória Pélvica (DIP);
– Donovanose;
– Gonorreia e infecção por Clamídia;
– Linfogranuloma venéreo (LGV);
– Sífilis;
– Infecção pelo HTLV;
– Tricomoníase.


Prevenção da Aids/HIV e das IST:

O uso do preservativo (masculino ou feminino) em todas as relações sexuais (orais, anais e vaginais) é o método mais eficaz para evitar a transmissão das IST, do HIV/Aids e das hepatites virais B e C.

A prevenção combinada abrange o uso do preservativo masculino ou feminino, ações de prevenção, diagnóstico e tratamento das IST, testagem para HIV, sífilis e hepatites virais B e C, profilaxia pós-exposição ao HIV, imunização para HPV e hepatite B, prevenção da transmissão vertical de HIV, sífilis e hepatite B, tratamento antirretroviral para todas as pessoas vivendo com HIV, redução de danos, entre outros.

Dezembro Laranja

Uma campanha que reforça a prevenção e a detecção precoce do câncer de pele. O câncer de pele é o tipo de câncer mais incidente no Brasil, representando um terço de todos os diagnósticos. A campanha chama a atenção para a necessidade de cuidados com a pele e a saúde, especialmente durante a estação mais quente do ano.

Conheça a Campanha Nacional de Prevenção ao Câncer da Pele. Desde 2014, a Sociedade Brasileira de Dermatologia promove o dezembro Laranja, iniciativa que faz parte da Campanha Nacional de Prevenção ao Câncer da Pele. Desde então, sempre no último mês do ano, são realizadas diferentes ações em parceria com instituições públicas e privadas para informar a população sobre as principais formas de prevenção e a procurar um médico especializado para diagnóstico e tratamento. O câncer da pele é o tipo da doença mais incidente no Brasil, com cerca de 180 mil novos casos ao ano. Quando descoberto no início, tem mais de 90% de chances de cura.


A ação completa sete anos em 2020 e em decorrência da pandemia do novo coronavírus será feita exclusivamente no formato digital em todos os canais de comunicação da SBD, começando no dia 1 de dezembro. O tema escolhido enfatiza que câncer da pele é coisa séria e que a conscientização deve começar na infância.

De acordo com o Instituto Nacional do Câncer (INCA), em 2020 os números de câncer de pele no Brasil são preocupantes. A doença corresponde a 27% de todos os tumores malignos no país, sendo os carcinomas basocelular e espinocelular (não melanoma) responsáveis por 177 mil novos casos da doença por ano. Já o câncer de pele melanoma tem 8,4 mil casos novos anualmente. “Os números de incidência do câncer de pele são maiores do que os cânceres de próstata, mama, cólon e reto, pulmão e estômago.


Na campanha deste ano, queremos compartilhar conteúdo que seja útil às pessoas, de acordo com as peculiaridades e necessidades de cada uma, para isso contaremos com a participação e o engajamento dos médicos dermatologistas, que também fazem a diferença na hora de passar a informação segura”, afirma Dr. Sérgio Palma, presidente da Sociedade Brasileira de Dermatologia.


A campanha destaca ainda que os hábitos de exposição solar na infância são capazes de influenciar tanto no envelhecimento quanto no desenvolvimento do câncer de pele. Por isso, é importante que os pequenos tenham conhecimento, desde cedo, da necessidade de cuidar da pele a partir de hábitos de fotoproteção, que incluem usar de óculos de sol e blusas com proteção UV, bonés ou chapéus, preferir a sombra, evitar a exposição solar entre 9h e 15h e utilizar filtro solar com FPS igual ou superior a 30, reaplicando a cada duas horas ou sempre que houver contato com a água.


Sobre o câncer da pele

Este tipo de câncer é provocado pelo crescimento anormal das células que compõem a pele. Existem diferentes tipos de câncer da pele que podem se manifestar de formas distintas, sendo os mais comuns denominados carcinoma basocelular e carcinoma espinocelular – chamados de câncer não melanoma – e que apresentam altos percentuais de cura se diagnosticados e tratados precocemente. Um terceiro tipo, o melanoma, apesar de não ser o mais incidente, é o mais agressivo e potencialmente letal. Quando descoberta no início, a doença tem mais de 90% de chance de cura.


Saiba mais sobre os tipos de câncer de pele mais comuns:

Carcinoma basocelular – É o câncer de pele mais frequente na população, correspondendo a cerca de 70% dos casos. Se manifestam por lesões elevadas peroladas, brilhantes ou escurecidas que crescem lentamente e sangram com facilidade.

Carcinoma espinocelular – É o segundo tipo de câncer de pele de maior incidência no ser humano. Ele equivale a mais ou menos 20% dos casos da doença. É caracterizado por lesões verrucosas ou feridas que não cicatrizam depois de seis semanas. Geralmente causam dor e possuem sangramentos.

Câncer de pele melanoma – Apesar de corresponder apenas cerca de 10% dos casos, é o mais grave pois pode provocar metástase rapidamente – espalhamento do tumor para outros órgãos do corpo humano – e levar à morte. É conhecido pintas ou manchas escuras que crescem e mudam de cor e formato rápido. As lesões também podem vir acompanhadas de sangramento.

 Fonte: Ministério da Saúde

 

Zeli Rodrigues - Assistente Social
Núcleo de Saúde e Programas Assistenciais
Tribunal Regional do Trabalho 24ª Região