Com a chegada de
junho, além das tradicionais festas juninas e do frio em muitas regiões do
Brasil, o mês também se destaca por importantes campanhas de conscientização em
prol da saúde, da solidariedade e da cidadania. Colorido por diferentes causas,
junho mobiliza a sociedade com ações que vão desde a doação de sangue até o
combate à violência contra a pessoa idosa. É tempo de olhar para o outro,
cuidar de si e promover mudanças concretas no cotidiano.
JUNHO
VERMELHO: MÊS DA CONSCIENTIZAÇÃO PARA DOAÇÃO DE SANGUE
O
próximo dia 14 de junho é o dia Mundial do Doador de Sangue. Por isso, o mês de
junho foi destacado para conscientizar e incentivar a população sobre a
importância de ser um doador. Devido aos períodos de Outono e Inverno, épocas
em que há um aumento das infecções respiratórias, as doações estão em baixa.
Daí a necessidade do estímulo às doações permaneçam em todas as épocas do ano.
Quem
pode doar
A
princípio, os voluntários a doação de sangue, passam por uma triagem para
avaliar sua condição de saúde e verificar se estão aptos a realizar a doação,
pois devem estar em boas condições de saúde.
Pessoas
com idade entre 16 e 69 anos podem se candidatar como voluntário, porém a
primeira doação de sangue deve ser realizada até os 60 anos, 11 meses e 29
dias. Doadores com 16 e 17 anos de idade podem doar mediante autorização formal
dos pais e/ou responsável legal e apresentação do documento de quem assinou a
autorização.
Onde
doar
O
interessado em doar sangue deve ir até uma unidade do Hemosul MS, apresentar um
documento oficial com foto.
HEMOSUL
Endereço: Av. Fernando Correa da Costa, 1304 - Centro 67 3312-1500
JUNHO
LARANJA: MÊS DA CONSCIENTIZAÇÃO SOBRE A ANEMIA E LEUCEMIA
A
campanha do mês de junho dirige-se à informação e prevenção sobre a saúde
do sangue. Além de reservar um dia especialmente à importância da transfusão de
sangue, o mês também traz em destaque duas das condições mais frequentes
relacionadas ao sistema sanguíneo: a anemia e a leucemia. A anemia, apesar
de muito frequente, ainda continua sendo um tema que traz muitas dúvidas à
população. Já no caso da leucemia, ainda que menos frequente, também merece
destaque por se tratar do principal câncer maligno da infância.
O
que é Anemia?
A
“anemia” não é uma doença, mas sim um sinal de que existe uma doença.
Muito
embora a anemia seja popularmente conhecida como a falta de ferro no sangue,
vale destacar que esta é somente uma das diversas condições que podem levar a
um quadro anêmico. Por definição, a anemia é a redução dos níveis dos relativos
aos glóbulos vermelhos presentes no sangue (hemoglobina, hematócrito
e/ou massa eritrocitária). Esta condição pode estar relacionada a
causas genéticas (hemoglobinopatias) ou a
causas secundárias (exemplos: doença renal crônica, alterações no metabolismo
do ferro, sangramentos, deficiência de vitaminas e muitas outras).
Os
sinais e sintomas da anemia variam de acordo com a intensidade do
comprometimento de cada paciente e da doença que está por trás de cada caso. Em
geral, uma pessoa “anêmica” pode apresentar um conjunto de sintomas que
refletem a baixa quantidade disponível de glóbulos vermelhos na circulação
sanguínea, configurando a chamada síndrome anêmica: fadiga, falta de ar
aos esforços e/ou em repouso, palpitações, claudicação, sonolência e confusão
mental.
A
resolução da anemia, quando feita a curto prazo, pode ser feita pela reposição
de sulfato ferroso, de vitaminas e por meio da transfusão sanguínea, mas elas
possuem indicações muito específicas e não podem ser generalizadas.
Já
ouviram falar em Leucemia?
A
leucemia é o câncer mais frequente em crianças e um dos mais comuns
no mundo. Caracteriza-se como uma doença maligna dos glóbulos brancos,
geralmente de origem exata desconhecida. Ela pode ser classificada em relação à
velocidade de evolução (aguda ou crônica) e pelo tipo celular predominantemente
afetado (linfoide ou mieloide).
Sinais
e sintomas das leucemias
O
acúmulo de células defeituosas e o funcionamento inadequado da medula óssea
podem levar a sintomas muito variados de acordo com o tipo e evolução da doença.
Em geral, pode-se observar sintomas semelhantes à síndrome
anêmica (fadiga, falta de ar aos esforços e/ou em repouso, palpitações,
claudicação, sonolência e confusão mental), mas há um comprometimento mais
evidente relativo à redução dos glóbulos brancos, levando a uma maior
suscetibilidade a infecções frequentes, febre, gânglios linfáticos inchados
(“ínguas”), perda de peso sem motivo aparente, desconforto abdominal
(geralmente, pelo aumento do baço e fígado), dores nos ossos e nas articulações,
entre outros.
Tratamento
Após
a confirmação diagnóstica, diversas modalidades terapêuticas podem ser
empregadas de acordo com os aspectos clínicos do paciente (idade, presença de
outras doenças, capacidade de tolerar a terapia) e do subtipo da leucemia.
O transplante de medula óssea não está indicado em todos os casos,
mas pode ser necessário, bem como a quimioterapia, imunoterapia, entre outros.
JUNHO
ROXO: CAMPANHA MUNDIAL DE CONSCIENTIZAÇÃO DA VIOLÊNCIA CONTRA PESSOA IDOSA
O
dia 15 de junho marca o Dia Mundial de Conscientização da Violência contra
a Pessoa Idosa, data instituída em 2006, pela Organização das Nações Unidas
(ONU) e pela Rede Internacional de Prevenção à Violência à Pessoa Idosa
(INPES). O objetivo é sensibilizar a sociedade para o combate das diversas
formas de violência cometida contra a pessoa com idade igual ou superior a 60
anos.
A
Política Nacional de Saúde da Pessoa Idosa PNPSI, aprovada pela Portaria nº
2.528/GM, do Ministério da Saúde de 19 de outubro de 2006, tem dentre suas
diretrizes “a promoção do envelhecimento ativo e saudável”, que visa dentre
outras, realizar ações integradas de combate à violência doméstica e
institucional contra a pessoa idosa.
Segundo
a Organização Mundial de Saúde: a violência contra a pessoa idosa consiste em
ações ou omissões cometidas uma vez ou muitas vezes, prejudicando a integridade
física e emocional da pessoa idosa, impedindo o desempenho de seu papel social.
O
que fazer quando suspeitar que uma pessoa idosa está sendo vítima de violência?
Quando
possível, deve-se conversar com o idoso e, se confirmada a situação de
violência ou persistir a suspeita, comunicar ao Conselho do Idoso, Ministério
Público ou Delegacia de Polícia. Esses órgãos são os responsáveis por
desencadear as medidas protetivas e de responsabilização. Nos serviços de saúde
será realizada a notificação compulsória da violência e acionada a rede de
atenção e proteção para o acompanhamento do caso.
Violência
contra o idoso é crime! Saiba reconhecer os principais tipos:
· Violência
física
· Violência
psicológica
· Abuso
financeiro ou material
· Abuso
sexual
· Negligência
e abandono
- Denuncie!
Disque 100 – Direitos Humanos. O Brasil está envelhecendo. Hoje, mais
de 32 milhões de pessoas têm 60 anos ou mais, e esse número só
cresce. Respeitar e proteger nossos idosos é dever de todos!
Em
Campo Grande MS você pode procurar:
ü
44ª Promotoria de Justiça da pessoa idosa - telefone: 67
99196-7690
ü
Conselho Municipal dos direitos da pessoa idosa - Telefone: 67
3314-4465
Abrace
essas campanhas você também! Com informação e solidariedade, podemos salvar
vidas, prevenir doenças e construir uma sociedade mais justa e acolhedora para
todas as idades.
Zeli
Rodrigues – Assistente Social
Núcleo
de Saúde e Programas Assistenciais
Tribunal
Regional do Trabalho 24ª região

Nenhum comentário:
Postar um comentário