O Dia Internacional da Mulher é comemorado todos os anos em 8 de
março para celebrar as conquistas das mulheres na luta por seus direitos e
igualdade de gênero.
Essa data é uma oportunidade para relembrar a luta das mulheres
por melhores condições de trabalho, direito ao voto, igualdade salarial, acesso
à educação e saúde, e muitas outras questões importantes que afetam a vida das
mulheres em todo o mundo.
A comemoração do Dia da Mulher também serve para conscientizar a
sociedade sobre a importância da igualdade de gênero e para promover ações que
ajudem a alcançar essa meta.
O Dia Internacional da Mulher foi oficialmente criado pela ONU
(Organização das Nações Unidas) em 1977. No entanto, o dia 8 de março já era
utilizado por movimentos femininos como uma data para celebrar a luta pelos
direitos das mulheres desde o início do século 20. Vários eventos influenciaram
a criação da data, mas dois entre eles são lembrados como determinantes para
sua oficialização.
O primeiro - o incêndio na
fábrica de roupas Triangle Shirtwaist, em Nova York, em 1911 - foi uma tragédia
que levou às capas dos jornais as terríveis condições de trabalho a que as
mulheres eram submetidas. O segundo - um marco da História Contemporânea, a
marcha das mulheres russa por pão e paz em 1917 - iniciou uma revolução de
efeitos globais que reverberam até hoje.Em 25 de março de 1911 um incêndio
atingiu a fábrica de roupas Triangle Shirtwaist, nos Estados Unidos. Foi o mais
mortal acidente industrial da cidade de Nova York, matou 146 pessoas; 23 homens
e 123 mulheres. Quem estava no prédio teve pouca chance contra o fogo, pois as
saídas estavam trancadas. A prática de fechar as portas das oficinas, para
impedir a saída para pausas durante o turno, era uma das ações arbitrárias
contra as trabalhadoras. O noticiário também revelou as péssimas condições de
trabalho das vítimas. Cargas horárias extenuantes, que podiam chegar a mais de
16 horas diárias, salários incrivelmente baixos e locais insalubres eram alguns
dos fatos da dura realidade vivida pelas operárias.
Desde o final do século 19,
organizações socialistas e sufragistas feministas defendiam a criação de um
data para lembrar a luta das mulheres por direitos. A marxista alemã Clara
Zetkin é lembrada como principal idealizadoras da proposta. Em 1910, durante a
Conferência Internacional das Mulheres Socialistas, Zetkin defendeu a criação
de uma mobilização anual.
A revolta diante da tragédia na
tecelagem Triangle se transformou numa bandeira por melhores condições de
trabalho para as mulheres e acabou arregimentando mais ativistas para as
diferentes causas femininas defendidas no Dia Internacional da Mulher.
Naquele 8 de março, mulheres saíram às ruas de São Petersburgo
para pedir por pão, melhores condições de vida e pela saída da Rússia da
Primeira Guerra Mundial. Em fevereiro, operários russos já haviam começado a
organizar uma série de protestos e greves. No dia 7 de março operários pararam
a Putilov, maior fábrica da capital russa.
No dia seguinte, uma onda de insatisfação irrompeu
entre as mulheres nas filas de racionamento de pão, elas se juntaram aos
comícios do Dia Internacional da Mulher e a mobilização tomou conta das ruas de
São Petersburgo. O movimento operário aderiu à manifestação e cerca de 50 mil
trabalhadores entraram em greve. O evento marcou o início da chamada Revolução
Russa de 1917. As demonstração também fortaleceram a causa do sufrágio feminino
no país.
Após a Segunda Guerra Mundial, o dia 08 de março tornou-se aos poucos o símbolo principal de homenagens às mulheres (em virtude da greve das russas). Também foi associado ao mês de março, a partir de então, o evento do incêndio em Nova York, ocorrido no dia 25, como narrado anteriormente.
A partir dos anos 1960, a comemoração do dia 8 de março já tinha se tornado tradicional, mas foi oficializada pela ONU apenas em 1975, quando essa organização declarou o Ano Internacional das Mulheres, como uma ação voltada ao combate das desigualdades e discriminação de gênero em todo mundo. Como parte desses esforços, o dia 8 de março foi oficializado como o Dia Internacional da Mulher.
O Dia Internacional da Mulher não é um mero dia voltado simplesmente a homenagens triviais às mulheres, mas diz respeito a um convite à reflexão referente a como a nossa sociedade as trata. Essa reflexão vale tanto para o campo do convívio afetivo, familiar e social quanto para as questões relacionadas ao mercado de trabalho.
O 8 de março é um dia para reflexão a respeito de toda a desigualdade e a violência que as mulheres sofrem no Brasil e no mundo. É um momento para combater o silenciamento que existe e que normaliza a desigualdade e as violências sofridas pelas mulheres, além de ser um momento para repensar atitudes e tentar construir uma sociedade sem desigualdade e preconceito de gênero.
FevereiroRoxo e Laranja:
campanha visa combater quatro doenças graves
Objetivo das ações a cada mês é promover a
conscientização da população sobre doenças que afetam a saúde pública. Em
fevereiro estão em foco as doenças lúpus, alzheimer, fibromialgia e leucemia
Todos os meses do ano têm pelo
menos uma cor para chamar de sua. Isso porque intenção é promover a
conscientização da população sobre doenças que afetam a saúde público. No caso
da campanha Fevereiro Roxo e Laranja, quatro doenças entram em foco: lúpus,
alzheimer, fibromialgia e leucemia. Aliás, todas essas são condições graves que
merecem a devida atenção.
A cor roxa conscientiza sobre
Lúpus, Alzheimer e Fibromialgia. Já a cor laranja alerta sobre a Leucemia. O
Ministério da Saúde destaca que essas são condições que a população não tem
muito conhecimento sobre os sintomas e consequências no cotidiano do indivíduo,
pois algumas delas não possuem cura e sim um tratamento qualificado e
prolongado.
Saiba mais sobre cada uma das
doenças do Fevereiro Roxo e Laranja a seguir:
O Lúpus é um distúrbio crônico
que faz com que o organismo produza mais anticorpos que o necessário para
manter o organismo em pleno funcionamento. No entanto, os anticorpos em excesso
passam a atacar o organismo, causando inflamações nos rins, pulmões, pele e
articulações.
Segundo o Ministério da Saúde,
o Lúpus Sistêmico (Les) é a forma mais séria da doença e também a mais comum,
pois afeta aproximadamente 70% dos pacientes com Lúpus. Ele afeta
principalmente mulheres, sendo 9 em 10 pacientes com o risco mais elevado
durante a idade fértil.
Ainda segundo a pasta, os
principais sintomas do Lúpus são:
Lesões na pele;
Dor e inchaço, principalmente nas
articulações das mãos;
Inflamação nas membranas que recobrem o
pulmão e coração;
Inflamação no rim;
Alterações no sangue;
Inflamações de pequenos vasos
(vasculites) podem causar lesões avermelhadas e dolorosas em palma de
mãos, planta de pés, no céu da boca ou em membros;
Queixas de febre sem ter infecção;
Emagrecimento;
Fraqueza são comuns quando a doença está
ativa;
Manifestações nos olhos;
Aumento do fígado, baço e gânglios.
Além disso, em casos menos
frequentes pode ocorrer ainda inflamações no cérebro. Esse sintoma, aliás,
causa convulsões, alterações do comportamento (psicose) ou do nível de
consciência e até queixas sugestivas de comprometimento de nervos periféricos.
Alzheimer
O Alzheimer é uma doença
neuro-degenerativa que provoca o declínio das funções cognitivas, reduzindo as
capacidades de trabalho e relação social. Com o passar do tempo, a condição
também interfere no comportamento e personalidade da pessoa, causando
consequências como a perda de memória.
O Alzheimer é a causa mais
comum de demência no mundo. No Brasil, existem cerca de 15 milhões de pessoas
com mais de 60 anos de idade. Seis por cento delas têm a doença de Alzheimer,
segundo dados da Associação Brasileira de Alzheimer (Abraz).
Conforme o Ministério da Saúde,
os sintomas do Alzheimer incluem:
Falta de memória para acontecimentos
recentes;
Repetição da mesma pergunta várias
vezes;
Dificuldade para acompanhar conversações
ou pensamentos complexos;
Incapacidade de elaborar estratégias
para resolver problemas;
Dificuldade para dirigir automóvel e
encontrar caminhos conhecidos;
Dificuldade para encontrar palavras que
exprimam idéias ou sentimentos pessoais;
Irritabilidade, desconfiança sem
justificativa, agressividade, passividade, interpretações erradas de
estímulos visuais ou auditivos, e, além disso, tendência ao isolamento.
Fibromialgia
Já a Fibromialgia é uma
síndrome crônica que ataca especificamente as articulações. A doença pode
aparecer depois de eventos graves como um trauma físico, psicológico ou mesmo
uma infecção. No entanto, ainda não se sabe o motivo pelo qual pessoas desenvolvem
a doença. No Brasil, a Sociedade Brasileira de Reumatologia (SBR) calcula que a
fibromialgia afeta cerca de 3% da população. De cada 10 pacientes com
fibromialgia, sete a nove são mulheres.
Conforme o Ministério da Saúde,
os sintomas da Fibromialgia são:
Dores por todo o corpo, principalmente
nos músculos e tendões;
O Ministério da Saúde define a
Leucemia como uma doença maligna dos glóbulos brancos, geralmente, de origem
desconhecida. Esse é um dos tipos de câncer mais perigosos que tem. Dados do
Instituto Nacional do Câncer (INCA) apontam que em 2019 a leucemia teve mais de
10 mil novos casos.
Os sintomas da Leucemia
incluem:
Anemia;
Palidez;
Sonolência;
Fadiga;
Palpitação;
Manchas roxas na pele ou pontos
vermelhos.
Além disso, o paciente pode
apresentar ânglios linfáticos inchados, perda de peso, febre e dores nas
articulações e nos ossos.
Janeiro Roxo: Sociedade Brasileira de Dermatologia alerta para importância do diagnóstico e tratamento de hanseníase e para riscos do subdiagnostico
Estigma e dificuldade de acesso são entraves para o diagnóstico
Ainda no século 19, o médico norueguês Gerhard Armauer Hansen, pesquisador de saúde pública, conseguiu identificar o bacilo causador da hanseníase que, séculos atrás, já carregava preconceito, segregação e era chamada de lepra, em tom pejorativo. Por conta do sobrenome do pesquisador a doença passou a ser chamada hanseníase. Passados quase 150 anos, profissionais da saúde ainda lutam promovendo campanhas de esclarecimento e ações na mídia para desmitificar a hanseníase. A doença não é contagiosa do modo como se defendia no passado, isolando e segregando pessoas. Sua identificação precoce evita danos aos nervos e movimentos, e, desconstruindo mais um mito, a doença está presente em diversas camadas da sociedade e não apenas em locais mais carentes e sem saneamento básico. O problema de saúde é considerado uma doença, gerada pela bactéria Mycobacterium leprae transmitida de uma pessoa com a forma transmissora e sem tratamento. Qualquer indivíduo pode ser acometido. Em algumas fases já instalada no organismo, nota-se alteração ou perda da sensibilidade ao calor e ao frio, dor, fraqueza muscular dos membros e até incapacidade da visão. O Dia Mundial de Combate e Prevenção da Hanseníase é lembrado no último domingo do mês de janeiro. Mas a campanha da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) acaba de ser lançada para alertar a população.
Os médicos destacam que é comum que as pessoas com hanseníase não sintam queimar a pele, mesmo sendo o forte calor do fogo em áreas com manchas no corpo, mãos ou pés, mas podem também sentir uma espécie de pequenos choques e picadas em lesões iniciais. “Por isso é essencial a família também ter atenção, respeitar e ouvir as queixas indo buscar ajuda, além de ler fontes seguras sobre a doença. Hoje o alcance das redes sociais é imenso e por isso falaremos amplamente do assunto em diversos canais", destaca o médico Egon Daxbacher, do Departamento de Hanseníase da SBD. A campanha está no ar em:https://www.sbd.org.br/janeiroroxo/
A hanseníase tem um quadro preocupante no Brasil. Em 2019, antes da pandemia da Covid-19, foram notificados, de acordo com o Boletim Epidemiológico sobre a Hanseníase do Ministério da Saúde 27.864 novos casos de Hanseníase, equivalente a 93% de todos os casos da região das Américas e 13,7% dos casos globais registrados no ano.
No intervalo dos anos, a chegada da pandemia de Covid-19 segue desafiando os sistemas de saúde público e privado, atrasando e complicando diagnóstico de doenças complexas e especialmente das negligenciadas, caso da hanseníase, tratada há séculos com estigma, o que muitas vezes afasta as pessoas da busca por ajuda.
Em 2020, foram informados à Organização Mundial da Saúde (OMS) 127.396 casos novos da doença no mundo. Sendo 19.195 (15,1%) na região das Américas, 17.979 notificados no Brasil, ou seja, 93,6% do número de casos novos das Américas. Brasil, Índia e Indonésia reportaram mais de 10.000 casos novos, correspondendo a 74% dos casos novos detectados no ano de 2020. Sendo que o Brasil ocupa o segundo lugar entre as nações com maior número de casos no mundo, atrás apenas da Índia.
O Boletim Epidemiológico do Ministério da Saúde publicado este ano sobre a doença trouxe dados preliminares sobre 2021, que apontaram que o Brasil diagnosticou 15.155 casos novos de hanseníase. Queda representativa, se feita a comparação com outros anos, como 2019. Tal situação foi relacionada à pandemia, com fechamento dos serviços e acesso ao diagnóstico. "Esta é uma preocupação nossa. Avançar, orientar, dar acesso ao tratamento, fazer com que as pessoas conheçam os sintomas e se curem, antes de danos maiores como quando a doença alcança os nervos e prejudica os movimentos. Nossa campanha traz esclarecimento de forma clara e educativa", ressalta Daxbacher.
Presidente da SBD reforça a importância do esclarecimento
"A hanseníase pode estar em qualquer lugar, até mesmo na sua casa, esse é o chamado da campanha que lançamos neste Janeiro Roxo, alertando toda a população. O doente que começa o tratamento, não transmite a doença, nem necessita ser isolado, muito menos estigmatizado. Precisamos informar que a ida até uma unidade básica de saúde ou ao dermatologista em que a pessoa já costuma se consultar, em caso de áreas do corpo com dormência, manchas escuras em tons vermelhos, esbranquiçados ou amarronzados, fazendo a pele perder a sensibilidade, podem indicar a presença da doença, possibilitando o diagnóstico e tratamento nas fases iniciais da mesma", orienta o presidente da SBD, Heitor Gonçalves. O Sistema único de Saúde (SUS) disponibiliza o tratamento da doença gratuitamente.
Sempre em janeiro, no último domingo do mês, é comemorado o Dia Mundial contra a Hanseníase e no dia 31 de janeiro é o Dia Nacional de Combate e Prevenção da Hanseníase, data instituída pela Lei nº 12.135/2.009.
“O alerta fica para que a família também tenha atenção, observe e ouça as queixas indo buscar ajuda, além de ler fontes seguras sobre a doença. O tratamento é gratuito pelo Sistema Único de Saúde”, destaca o médico Egon Daxbacher, do Departamento de Hanseníase da SBD.
“Em 2023, o alcance das redes sociais é imenso e por isso falaremos amplamente do assunto em diversos canais. Detecção precoce da doença corta qualquer tipo de transmissão quando se inicia o tratamento e além disso evita que o problema se agrave, atingindo os nervos e os movimentos do corpo”, completa Egon.
A
campanha Janeiro Branco, em 2023, tem como tema “A Vida pede Equilíbrio”. O mês
promove a reflexão e a renovação de ações e pensamentos para o ano que se
inicia. O objetivo é alertar para os cuidados com a saúde mental da população,
a partir da prevenção das doenças decorrentes do estresse, incluindo os
transtornos mentais mais comuns, como depressão, ansiedade e pânico.
A Secretaria de Estado de Saúde de Mato Grosso do Sul
por meio da Rede de Atenção Psicossocial (RAPS) oferece capacitação junto aos serviços
da Atenção Primária à Saúde (APS) dos municípios onde a ação acontece o ano
inteiro.
A RAPS atua de acordo com as especificidades de cada
município para que os mesmos estejam atentos a importância de promover a saúde
mental e prevenir o adoecimento, tendo em vista atender às necessidades dos
usuários, a transformação do ambiente e das relações no interior da comunidade.
É o que explica a Gerente da Rede de Atenção
Psicossocial da SES, Daianny Garcia do Nascimento, quanto a necessidade de se
trabalhar a temática sob o olhar de prevenção, da promoção de janeiro a janeiro
e não somente a doença. “Saúde mental não é o adoecimento mental, saúde mental
é promoção de qualidade de vida, é você prevenir o adoecimento que é a
depressão, a ansiedade ou qualquer outro problema”.
Janeiro é uma espécie de portal entre ciclos que se
fecham e se abrem na vida das pessoas. “Vem de um movimento de reflexão do que
passou e do que quer fazer. Reflexão do que veio e do que quer para frente. O
grande desafio dessa época do ano é lembrar de fazer a saúde mental de outras
formas, que não é só, por exemplo, a psicoterapia ou medicação, é poder
produzir um estilo de vida que seja mais saudável para a mente e não
necessariamente só tratar de sintomas. É lembrar que é uma vida boa que
proporciona uma boa saúde mental”, comenta o psicólogo da SES, Everton
Stringheta Junior.
Criar o hábito de não acumular muitas funções, realizar
a prática de exercício físico, ter uma alimentação saudável e equilibrada,
noites de sono regulares e até mesmo ter alguns momentos de ócio ajudam a
manter uma boa saúde mental. “O segredo é saber equilibrar todas as áreas para
garantir adequadas saúde mental e emocional em sua vida e na vida de todos ao
seu redor”, diz Daianny.
As mudanças que ocorrem nesta época do ano também devem
ser observadas nas crianças, principalmente, com a ida para uma escola nova, a
chegada de novos amigos e professores. “O grande foco do ‘Janeiro Branco’ é a
gente buscar essa organização de vida, com qualidade entre família, trabalho,
atividade física, lazer, momentos de ócio, desacelerar, saber entender que tudo
isso é importante”, finaliza Daianny.
Não
existe uma forma única de adoecimento mental nos cidadãos. Por isso, para
manter a saúde mental em dia, algumas dicas são valiosas, como praticar
atividade física, manter uma alimentação saudável, se hidratar, ter um sono de
qualidade, cuidar bem dos relacionamentos, se valorizar, estar em companhia de
pessoas otimistas e que te faça sentir bem.
Comportamento autodepreciativo, como insônia ou sono irregular; queda nos
níveis de energia; alterações incomuns no apetite, como perda ou excesso;
mudanças repentinas de humor, como irritabilidade e tristeza; perda de
interesse por atividades antes consideradas interessantes; incapacidade de
cumprir suas obrigações de rotina; raciocínio lento e perda de concentração,
entre outros, podem ser considerados como um alerta para a saúde mental.
É muito importante que as pessoas que apresentam e percebam os sintomas não
esperem por melhora sem a orientação de um profissional de saúde. Nesse caso,
deve-se buscar atendimento na Unidade Básica de Saúde da região onde se reside,
a fim de que seja realizado o acompanhamento pelas equipes de Saúde da Família,
além dos encaminhamentos, quando necessário, para o atendimento especializado
nos Centros de Atenção Psicossocial (Caps).
Em
caso de surto psiquiátrico, é preciso acionar o Serviço de Atendimento Móvel de
Urgência (Samu 192) para ser encaminhado ao atendimento de urgência e
emergência mais próximo.
Por que Janeiro
Branco?
Aproveitando a simbologia e cultura, a escolha de
janeiro, primeiro mês do ano, deve-se ao fato de as pessoas estarem mais
propensas a pensarem em suas vidas, suas relações sociais e também em suas
emoções.
E a cor branca representa uma página ou uma tela em
branco, onde as pessoas são inspiradas a escreverem suas próprias histórias, um
novo começo. Por isso, ‘Janeiro Branco’.
A campanha ‘Janeiro Branco’ é uma forma de construir,
fortalecer e disseminar a cultura da saúde mental e emocional. O bem-estar
emocional e a qualidade emocional de vida são preciosas em todas as fases da
vida, do nascer ao envelhecer. Quem cuida da mente, cuida da vida.
Dados
Segundo
a pesquisa Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por
Inquérito Telefônico (Vigitel), levantada em 2021, Campo Grande aparece como a
quarta capital brasileira com mais casos de depressão.
No ranking da
depressão, a Capital de MS (com índice 16,1%), aparece atrás apenas de Aracaju
(SE); Belém (PA); Belo Horizonte (MG) e Boa Vista (RR), que marcam
respectivamente 17,5%, 17,2% e 17,1%.
Desde 2011 Pesquisas
da OMS - com conhecimento e autorização do Governo Federal, através do
Ministério da Saúde -, vem mostrando que o Brasil figura entre os 3 países com
maior taxa de depressão e ansiedade do mundo.
Serviços
Núcleo
de Saúde e Programas Assistenciais TRT 24ª região
Sede do Tribunal Regional do
Trabalho
Rua: Del. Carlos Roberto Bastos
de Oliveira, 208 - Jardim Veraneio
3316-1809 / 99654-2852
Atendimento de Segunda à Sexta Feira das 12h às 18h
UNIMED
- Programa Viver Bem
Oficina Corpo e Mente
Espaço Viver Bem -
Atendimento presencial
Endereço: Rua Goiás,
695 - Jardim dos Estados
Telefones: 3389-2421/
3389-2417
Caps III Aero Rancho
Endereço: Avenida Raquel de Queiroz, s/n – Aero Rancho
Telefones: (67) 3314-6415 / (67) 2020-1899 – Recepção / (67) (67) 2020-1901 /
(67) 2020-1902
Horário de Atendimento: segunda à sexta-feira das 07h às 17h
Caps III “Afrodite Dóris Contis” Endereço:
Rua 7 de Setembro, 1.979 – Esquina com Rua Bahia – Jardim dos Estados
Telefones: (67) 2020-1897 – Recepção / (67) 2020-1898
Horário de Atendimento: segunda à sexta-feira das 07h às 17h.
Caps
II “Marley Maciel Elias Massulo” – Vila Margarida
Endereço: Avenida Manoel da Costa Lima, 3272 – Bairro Guanandi
Telefones: (67) 3314-3144 / (67) 2020-1895 – Recepção
Horário de atendimento: Atendimento 07:00 hs às 19:00 hs (para acolhimento)
Caps
III Vila Almeida Endereço:
Rua Marechal Hermes, 854 – Vila Almeida
Telefone: (67) 2020-1714 – (67) 2020-1715
Caps
Infanto-Juvenil III “Dr. Samuel Chaia Jacob” Endereço:
Avenida Manoel da Costa Lima, 3272 (Antigo CRS Guanandy)
Horário de Atendimento: 24 h
Centro
de Apoio Psicossocial Pós Trauma Endereço:
Rua Marechal Hermes, 854 – Vila Almeida
Telefones: (67) 2020-7021 / (67) 2020-9963
Horário de Atendimento: 07h às 11h e 13h às 17h
Centro
de Atenção Psicossocial Álcool e Drogas III “Fátima M. Medeiros” Endereço:
Rua Teotônio Rosa Pires, 19 – São Bento / Esquina com a Rua José Antônio, duas
quadras acima da Av. Fernando Correia.
Telefone: (67) 3314-3756 / (67) 2020-1903 / (67) 2020-1904
Referencias
- Assessoria de
comunicação da Secretaria Estadual de Saúde de MS
O câncer de pele é o tipo mais comum no mundo. Em um país tropical
como o Brasil, onde o sol e o calor predominam durante a maior parte do
ano, o quadro não é diferente: foram mais de 5.500 mil casos de melanoma
registrados pelo Inca em 2016. A nível mundial, os números são
alarmantes. Segundo a Organização Mundial da Saúde, cerca de 132 mil
casos do melanoma são registrados anualmente, com 55 mil óbitos. E a
contagem tem aumentado cada vez mais.
Aqui no Brasil, o câncer de pele já é uma questão de saúde pública.
Em dezembro, justamente o mês em que se inicia o verão, época do ano
onde é registrado um aumento no número de casos de câncer de pele, a
Sociedade Brasileira de Dermatologia trabalha a campanha do Dezembro
Laranja, com o tema “Se exponha, mas não se queime”. O objetivo da
campanha é alertar, informar e conscientizar a população sobre os riscos
dos tumores cutâneos, principalmente o melanoma, que, embora menos
frequente, é mais agressivo, tem maior poder de metástase e é
responsável pela vasta maioria dos óbitos causados por tumores cutâneos.
Sintomas
O melanoma tem origem nos melanócitos, células que produzem a
melanina, pigmento que dá cor à pele. A manifestação da doença se dá com
o surgimento de uma pinta escura, de bordas irregulares, que também
pode coçar ou descamar. Em casos de uma pinta ou sinal que já existia,
ocorre o aumento do tamanho, alteração na cor e no tamanho da lesão, que
passa a apresentar bordas irregulares.
Diagnostico Precoce
A exposição elevada aos raios ultravioleta é a principal causa do
melanoma, e quem possui pele clara e/ou com muitas manchas está mais
vulnerável à doença. O excesso de raios UV pode levar à mutação do DNA
dos melanócitos. Se não for diagnosticado precocemente, o melanoma pode
avançar para os nódulos linfáticos e outros órgãos do corpo, como fígado
e cérebro. Por isso, quanto mais cedo for diagnosticado, maior a chance
de recuperação. Em fase inicial, ele deve ser tratado com a cirurgia
de remoção da lesão e, depois disso, com uma segunda cirurgia para
remoção de das margens em volta da lesão para garantir que o tumor não
volte naquele local. De todos os tratamentos, é considerado o mais
simples e menos agressivo. Por isso, o diagnóstico precoce é tão
importante: ele evita que o paciente tenha que se submeter a tratamentos
mais intensos, como a quimioterapia, terapia alvo e/ou imunoterapia.
Tratamento
Como dito anteriormente, a cirurgia é o tratamento menos agressivo,
indicado para melanomas diagnosticados precocemente. Dependendo do
estágio, a radioterapia e a quimioterapia também podem ser utilizadas.
No quadro de metástase, o controle da doença é muito mais difícil.
Nesses casos, a estratégia é aliviar os sintomas e melhorar a qualidade
de vida do paciente.
Prevenção
No caso do melanoma, a prevenção é, de fato, o melhor remédio.
Através da regra do ABCDE é possível avaliar pintas e sinais suspeitos. É
recomendável consultar um dermatologista ao menos uma vez por ano para
fazer um mapeamento corporal generalizado e identificar possíveis
riscos. Veja como utilizar a regra do ABCDE:
Neste ano, com a diminuição dos
casos de covid-19, a Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) retoma
os atendimentos presenciais e gratuitos do Dezembro Laranja, campanha
nacional de conscientização sobre o câncer de pele. A ação ocorrerá no
dia 3 de dezembro, em diversas localidades espalhadas por todo o País!
Aqui
no site, você pode realizar uma busca usando o CEP da sua residência e
localizar o centro cadastrado para atendimento mais próximo a você!
Assim, como afirma a mensagem central da campanha do Dezembro Laranja 2022: “Não espere até sentir na pele”.
Em
2019, ano em que foi realizada a última ação presencial, foram
atendidas mais de 25 mil pessoas, em cerca de 130 postos, por todo o
Brasil. Desde a sua implementação, em 1999, a iniciativa já beneficiou
mais de 600 mil pessoas.
Neste 2022,
além dos atendimentos oferecidos à população, a SBD ampliará sua
presença nas redes sociais e na imprensa, fornecendo conteúdo
diversificado (postagens e vídeos informativos, entrevistas,
depoimentos, entre outros) e qualificado sobre como proteger-se de
maneira adequada frente à exposição solar, seja nos momentos de lazer ou
trabalho!